Acesso Irrestrito a Informação Clínica de Outros
"Queremos saber como está a D. Maria do quarto ao lado, pareceu-nos mal." A preocupação solidária é bonita. Mas a resistência assenta num pilar inviolável: confidencialidade clínica. O RGPD e o sigilo profissional não permitem discutir o estado de saúde de residentes com famílias de outros residentes, mesmo que partilhem espaços comuns. Cada pessoa tem direito à privacidade da sua informação clínica. A resistência protege este direito fundamental. O lar pode (e deve) acolher preocupações gerais, acionar mecanismos internos de verificação, mas nunca partilhar dados identificáveis. A resistência aqui não é burocracia - é respeito pela dignidade individual que esperamos que protejam também em relação aos nossos próprios familiares.